21
Jun 09

Fod*-se, é um Sapo ou não?

Já que o sapo não me faz um destaque (por razões mais que óbvias), decidi eu fazer um destaque ao sapo! Vai ser um destaque em tom de provocação e a assapar, muito rapidinho porque eu estou com pressa. Mas será que é um sapo? De certeza? Antes de começarmos a aprofundar este tema mais um pouco vamos já fazer aqui uma pequena triagem. Antes de iniciar o teste pedi a algumas pessoas que antecipadamente me respondessem a esta questão e decidi colocar os resultados em adiantado de forma a poder ter já uma base para suportar a minha ideia. Respondam a este mini inquérito e votem. O resultado da votação será aberto noutra página, após o consultarem, regressem que eu já vos explico.

Trivia
Qual dos seguintes nomes significa sapo?

<input ... >Frog
<input ... >Bull
<input ... >Toad
<input ... >Horse
<input ... >

Pois é, meus caros amigos! Afinal tinha razão, até noutra língua a confusão é evidente. Andamos a comer gato por lebre à tempo que chegue, quer dizer, rã por sapo. Vamos de uma vez por todas desmistificar esta confusão e dar a gloria a quem a merece. Mas quem é que a merece? Será o nome do sapo ao qual já nos habituamos e cuja figura hedionda é esta?

Ou será a da bonitinha rã que tem este nome horrível e cuja figura familiar é esta?

Agora basta comparar com este belo espécimen de uma campanha publicitária e tirem as vossas próprias conclusões.

Não me parece bem combinar o nome de um com o corpo de outro só porque fica melhor, mais apelativo, mais engraçado. Efectivamente não me parece que tenha sido esse o motivo, este é um problema que já vem de trás, muito de trás. Desde as nossas manhãs lúdicas a ver a Rua Sésamo, o problema é que foi importado incorrectamente, Kermit the Frog como é chamado nos Estados Unidos é nada mais menos que uma rã, frog = rã, bolas, o que é que existe aqui para enganar? Será assim tão difícil fazer uma tradução correcta? Como é que se passa de rã a sapo e nem sequer se muda de roupa ou de pele? Estaria o tradutor completamente ganzado? Ou apeteceu-lhe medir a nossa estupidez e ver quanto tempo demoraria até que alguém se apercebesse? Dois tipos de discriminação em simultâneo, tanto no nome como na espécie, onde é que está a sociedade protectora dos animais quando é preciso! Já os criadores originais do portal Sapo têm toda a minha condescendência nesta matéria, eles como eu (e muitos de vocês) foram enganados pelo Poupas, o Becas e companhia. Sempre fomos levados a crer que aquela criaturazinha era um Sapito! Não temos culpa, nunca ninguém colocou uma errata no final de cada episódio para que nos relembrássemos de que aquela criatura era mítica, não existe! É como um Unicórnio, que basicamente é um cavalo com um corno na cabeça. Uma rã que é um sapo também não existe, mas quiseram que acreditássemos nela por tempo até demais! Quanto muito poderia ser um sapo travesti, uma indefinição qualquer do reino animal, mas não, (in) felizmente não é isso. Não quero com isto atacar os Blogs do Sapo, o meu actual e único hospedeiro. Sem a vossa confusão também não poderia aqui colocar as minhas confusões (nem me imagino a colocar a tralha num sitio que se chamasse blogs da rã, não soa bem, hã?). O que eu proponho é uma alteração de nome, não só passa a ser um nome mais internacional, como também rima, e a confusão natural a que muitos de nós já se habituaram passa a agradar a gregos e troianos (ou a sapos e rãs). Que tal “The Frog Blog”? Parece bem?

 

Pronto, já me aliviei de mais uma ideia que me andava a perseguir, agora vou acabar a porra do meu próximo post que se chama “Nomes Estúpidos”, bolas, depois de tudo o que disse até cheira a ironia o anúncio do post.

Pronto, está bem, eu não me vou embora sem vos mostrar o resultado da indefinição do reino animal que mencionei um pouco mais atrás, mas desde já vos aviso que a imagem que se segue pode ser chocante. A vossa percepção sobre o mundo pode mudar, não digam que não vos avisei. Aqui vai…

 

publicado por AZAGTOTH às 13:10 | comentar | ver comentários (1) | favorito
sinto-me: Estranho com esta porcaria!
música: Cannibal Corpse - Addicted To Vaginal Skin
17
Jun 09

Fo**-se, 2000 visitantes, cum caral**!!!

 

 

 

Bolas, quem diria que num espaço inferior a 1 ano e com apenas 9 posts efectuados (este é o decimo), eu conseguiria alcançar esta marca! Ultrapassou por completo todas as minhas expectativas, e por isso mesmo estou de parabéns (acho eu). Vou fazer uma festa, aliás, vou antes dar uma! Epa…péssima escolha de palavras, eu queria mesmo era dizer, é que seria uma festa dar uma! Porra, dar uma numa festa…bolas, também não é isto. Chiça que já estou disléxico, deixem-me respirar bem fundo…desta é que é…aqui vai…eu vou é dar uma festa a mim mesmo. Epa, isto também não me esta a soar nada bem. Sabem que mais…caguei na festa. Espero ainda estar por aqui para poder festejar a vinda do visitante 3000, mas vou mesmo esperá-lo, mal entre caio-lhe em cima com um comité de boas vindas e muitas ofertas (ainda tenho que pensar no que será). Meu caro amigo, vai ser completamente bombardeado com ainda não sei bem o quê para que possa fazer algo que ainda não sei e que no fim se sinta bem de alguma maneira, mas sempre na melhor das boas intenções! Sinto que estou em dívida para com todos os que por aqui passam e que realmente param para ler. Eu sei que a relação tempo perdido a ler vs gratificação intelectual se encontra totalmente desfasada, ou até mesmo inexistente, daí a necessidade de existir uma compensação. Não quero que ninguém saia daqui mais leve, quanto muito que levem um sorriso nos lábios, com a satisfação de poderem dizer que sobreviveram a um ataque visceral de todo o tipo de barbaridades e ordinarices, de estupidez in extremis. Vocês conheceram um dos piores antros em termos de conteúdos mas mesmo assim conseguiram lutar e escapar. Mostraram que têm capacidade de discernimento e que não se deixaram afectar pelos mais variados temas aqui abordados. Sendo assim abordem-me vocês e sejam bem-vindos a bordo. Não vos posso garantir que gostem mas ao menos sempre ficam a conhecer um outro ponto de vista. Em breve vou colocar um novo texto, vai-se chamar “Nomes Estúpidos”.

 

Sendo assim me despeço e até breve.

publicado por AZAGTOTH às 02:14 | comentar | ver comentários (3) | favorito
sinto-me: Happy
música: Amorphis - Course OF Fate
14
Jun 09

Pimba Misto

 

Ai pimba, mas que belo pimba que te dava, era pimba a noite toda, pimba pimba pimba. A palavra pimba segundo o nosso grandessíssimo e vastíssimo dicionário quer dizer…nada, népia, nicles…absolutamente nada. Nada mesmo, e nada mesmo porque nem sequer lá consta. Ora bolas, uma palavra tão multifacetada e nem sequer tem direito a um pequeno destaque? Mas porquê? Será por causa da conotação de índole sexual que a mesma tem e à qual já nos habituámos? Não creio que seja esse o motivo, se nos dicionários modernos já temos paneleiros, pilas e putas porque não haveríamos de ter um simples e inocente “Pimba”? E olhem que esses três aí atrás são responsáveis por muito do pimba pimba que por aí se dá. Será por ser pimba demais? Para muitos o pimba é sinónimo de parolo, bimbo, etc etc. Para outros é sinónimo de música popular portuguesa, ou seja, a mesma merda mas dita de formas diferentes. Efectivamente não consigo encontrar pimba nas várias secções de música quando vou comprar cd’s. Deveria de estar algures no meio dos ranchos folclóricos e música portuguesa. Temos a capacidade de resumir vários estilos de música a apenas música portuguesa, a nossa capacidade economista no seu melhor. Deveríamos ser mais concisos ou até mesmo sem sisos, desde que aquilo que nos saia da boca, saia com a objectividade necessária. Seja Rock português que se procura ou o último cd da Micaela, tudo tem um estilo, e a organização e a classificação ajudam nessa mesma procura, e se essa forma de classificação passar pela palavra pimba, então por mim tudo bem. Não se pode ter receio de chamar as coisas pelo nome, não se é pimba por se usar a palavra pimba. Agora falando a sério, qual será a origem da palavra e o porquê de tantas interpretações da mesma? Descobri uma utilização para a palavra e que provém do Brasil, utiliza-se para descrever o acto de rematar uma bola, ou como por lá é dito, “pimba na gorduchinha”. Nem será necessário fazer qualquer comentário à interpretação imediata dessa expressão por terras lusas. Nós por cá somos muito mais ambivalentes nos significados que esta palavra tem. Vejamos, temos pimba para definir um estilo de música, temos pimba para definir um acto sexual, temos pimba para exacerbar actos violentos, temos pimba para descrever acidentes e situações cómicas, em resumo, uma parafernália de situações e ocasiões onde a palavra pode ser encaixada. Imaginem bem esta situação bastante comum onde regularmente a palavra é usada, mas não se esqueçam que a palavra pimba tem que ser constantemente adaptada para não soar de forma absurda ou ordinária. “Ex: O gajo ia pela rua abaixo e de repente pimba, acertou-lhe mesmo na cara.” E de repente pimba? Porquê? Levou com alguns genitais vindos do nada na cara? Foi uma violação facial? Claro que não e nós sabemo-lo, adaptamo-la, contextualizamos e facilmente compreendemos. Os vários tipos de pimba podem coexistir entre si, são totalmente compatíveis e podem ser usados múltiplas vezes na mesma frase para definir diversas acções. Mas…existe sempre um mas…e este mas remete-nos para uma combinação pouco provável. Não é que não se possa combinar as duas na mesma frase, mas se o fizermos rapidamente notamos as incongruências. Sim, incongruências, pelo menos para mim apresentam-se como tal, senão vamos lá a ver, sim a ver e não a haver…não quero ter nada que ver ou a haver com este fenómeno musical, vulgarmente conhecido como música pimba. Mas a incongruência propriamente dita prende-se com o facto de não ser possível pimbar ao som de pimba, não é credível, não é minimamente satisfatório. Certamente que deve ser uma experiência traumatizante. A música pimba durante o acto propriamente dito tem um efeito contrário ao do viagra, em vez de reagir à música, levantar-se e bater (ou neste caso sermos nós a bater-lhe) a continência, o que por sua vez leva a um estado de incontinência orgástica, não, quebra o momento. Não existe “sex appeal” musical, é pura e simplesmente ridículo. Hum…se calhar vou sugerir Marco Paulo e outros pimbas famosos da nossa praça para curar os impulsos sexuais dos muitos predadores e pedófilos que por aí andam, parece-me bem. Uma castração musical. Uma impotência sexual injectada por potência de decibéis. Até o próprio nome a denúncia, sim, está escrito no nome, sempre esteve, PIMBA significa, Pénis Insatisfeito Musicalmente Bane Acto. Já o pimba de cariz sexual lê-se da seguinte forma; PIMBA = Partia-te Isso Mesmo Bem Amor, como é notório não são minimamente compatíveis. Se não se está satisfeito como é que se pimba ao som de pimba? “Partia-te isso mesmo bem amor mas o meu pénis insatisfeito musicalmente bane o acto. Não consigo pimba pimba contigo porque a música pimba não ajuda, mas se eu chegar ali ao rádio e pimba, o partir todo, então já podemos passar a noite toda no pimba.” Tudo bem que a música pimba está cheia de referências sexuais, pimba pimba, zuca truca e zumba zumba mas mesmo assim como é que alguém se pode excitar com as frases que se seguem?

- Tiro o carro, ponho o carro à hora que eu quiser;

- O bacalhau quer alho, é o melhor tempero, quem comer alho fica rijo como um pêro;

- Se elas querem um abraço ou um beijinho, nós pimba, nós pimba;

Quanto muito dá para rir, mas isso não significa que seja bom, muito pelo contrário. Não deve ser particularmente agradável estarmos na nossa melhor “performance” e o nosso parceiro estar constantemente a rir-se ou vice-versa.

Tiro o carro? Ponho o carro? Esta analogia barata para descrever a penetração e os respectivos movimentos vaivém, e que inevitavelmente colmatam num vai e vem-se não ajudam em nada. Mas nem tudo é mau, sempre se conseguem retirar alguns elementos positivos, falo como é óbvio do excerto “à hora que eu quiser” (acusem-me de machista à vontade). Isso sim, dava jeito, muito jeito mesmo. Nada como chegar lá e PIMBA, toma lá morangos, e ainda podem escolher se querem com ou sem açúcar (por questões médicas relacionadas com diabetes é claro). Relativamente à segunda frase nem sequer me vou pronunciar, evoco a 5ª emenda, o meu direito de ficar caladinho. Deixo esta questão em aberto para os profissionais já conhecidos e oriundos do Met Set, nomeadamente o representante máximo, a bicha suprema, Mr…bolas, enganei-me, Miss José Castelo Branco.

Errata – onde se lia Met Set deveria estar Jet Set, mas veio-me à cabeça o recorde pessoal do número máximo de pilas em simultâneo no rabo do Sérginho.

Apesar de a música ser completamente ridícula, a última frase bem que se podia pôr em prática no nosso quotidiano. Espelha bem a diferença entre homens e mulheres. Se a mulher procura um momento de algum envolvimento emocional, o homem, qual besta predadora, detecta logo que a presa baixou as guardas e ataca de imediato. Sem dó nem piedade, pimba. Imaginem só as possibilidades e a facilidade com que se pimbava, se elas quisessem um simples abraço, nós pimba, logo ali, nem ai nem ui, nem “com licença deixa-me entrar”. Com licença sim, mas com “licença para pimbar”, ao estilo de 007, “My name’s Misto, Pimba Misto”. Boas maneiras? Engates? Para quê? Regressava-se num ápice aos tempos pré-históricos, bastava existir contacto visual e pimba (mas sem a parte dos puxões de cabelos e arrastões para a gruta). Se elas querem um simples beijinho então nós pimba de novo, isso sim, mas que bom. E ainda por cima as mulheres são todas dadas ao romantismo, e os abraços e beijinhos fazem parte de todo o envolvimento emocional, está implícito, é uma componente quase indispensável e nós deveríamos tirar algum proveito disso.

Homens de todo o mundo, ouçam as palavras sábias dos Reis do Pimba e pimbem até que o carro vos doa… Partilhar

 

 

 

publicado por AZAGTOTH às 16:33 | comentar | ver comentários (1) | favorito
sinto-me:
música: Kreator - Hordes Of Chaos
04
Jun 09

Shit Mix - Parte 2

 

 

 

 

 

O texto que se segue tem um delay de alguns meses pelo que alguns temas vão parecer off topic. Dando seguimento á parvoíce, e que por sinal é muita, vou continuar a aliviar-me. Estão a ver o título? Pois…o texto acaba por ser o equivalente de um rolo de papel higiénico. E com a facilidade com que se caga, assim eu escrevo, acaba por sair sempre merda, merda essa que se agarrou aqui neste pedaço de papel virtual. Desta vez já não peço desculpa pelo tipo de linguagem empregue e por potenciais asneiradas que possam sair. Não vou sequer pedir desculpa pela confusão em que este texto se apresenta, foi assim que saiu. Ideias parvas e dispersas, mas afinal de contas o texto está bem anunciado, por isso não me censurem. Mas vamos lá prosseguir e falar de coisas sérias (Ok, isto era uma piada, sem piada mas era uma piada). Eu por muitas voltas e reviravoltas que dê, muito sinceramente não consigo compreender o fascínio por este fenómeno que tem atormentado a televisão nacional há décadas, falo como é claro das telenovelas, actualmente conhecidas e renomeadas por “Ficção Nacional”. Que é ficção já todos nós sabemos, só é pena é não ser ficção na realidade, um mito urbano que todos nós já ouvimos falar mas que nunca ninguém viu. Uma daquelas histórias que se conta às criancinhas para as assustar se elas se portam mal. Infelizmente a ficção é real e a prova viva disso foi o espectáculo deprimente que a TVI montou e muito originalmente decidiu chamar de “Gala da Ficção Nacional”. Mas que raio de critérios definem uma novela melhor que outra? Para mim é a que tiver menor número de episódios e que tenha uma duração inferior a 5 minutos. O quê? Não existem? Merda, já começa mal. Humm, então e se forem aquelas que são transmitidas às 5:00 da manhã quando a maioria das pessoas já se encontra a dormir? Também não? Foda-se, sendo assim já não tenho mais nenhuma forma de classificar a qualidade das novelas. Mas pelos vistos a TVI tem (e note-se que a produção é “made by” TVI e que não foram contactados organismos externos para determinar qual seria efectivamente a melhor), ou seja, os critérios principais foram determinados pelas audiências, o que se traduz em muito dinheirinho ganho em publicidade nesses horários e que serviu para pagar tanto a medicação, como as plásticas da Manuela Moura Guedes. Quem já viu uma novela, no fundo acabou por ver todas, por assim dizer já desenrolou e enrolou o novelo da novela tantas vezes que o argumento se desfaz mal lhe tocamos! Todas são compostas pelos já habituais ingredientes, tramas, personagens (muitas das vezes até usam os mesmos actores) e a única coisa que muda de novela para novela são os nomes das novelas, os locais e os nomes dos personagens! Mas que originalidade, porra, é só reciclar argumentos e voilà, sai uma novela fresquinha para a mesa 4. Fresquinha salvo seja, não considero o acto de mastigar e regurgitar sinónimos de frescura mas enfim! Será que ninguém tem noção de que isto é um autêntico atentado à nossa inteligência? Isto acaba por ser mais uma tentativa de manipulação e controlo! Uma autêntica forma de desinformação e que serve para nos remeter a um estado vegetal e de total ignorância! Como se não bastasse alguém viu talentos jornalísticos ocultos na Manuela Moura Guedes, sim digo ocultos porque ainda não se revelaram. Temos que levar com a mulher do patrão com aquela bocarra que mais parece a vagina de uma vaca, a parir grandes bacoradas em directo sob a influência de narcóticos e a fingir-se de inteligente em conversas completamente absurdas com os convidados. Cagalhão, hahahaha…esta é uma daquelas palavras incontornáveis da língua Portuguesa, ou então não é, dado que não se encontra no dicionário. Mas é dita em português, e tem uma sonoridade, quanto a mim bastante cómica, mas vamos lá a ver, se o acto de cagar em si não tem piada porque é que uma palavra que descreve o fenómeno faz rir? Será algum fetiche escatológico? Eu nunca ouvi sequer a expressão “cagar a rir”, mas todos já ouvimos o “mijar a rir” e alguns efectivamente já se mijaram a rir. Será do caga? Ou será do lhão? O acto de cagar é uma experiência metafísica, sentimos mesmo parte de nós a libertar-se e a abandonar o corpo (apesar de não ser a alma muitos fazem-no cá com uma alma). Epa…não sei, mas faz-me rir à brava, digam lá aí para vocês que ninguém vos ouve…CAGALHÃO! Antes que comecem já a tirar conclusões precipitadas, deixem-me só esclarecer uma coisa e afastar de uma vez por todas o fantasma da homossexualidade que a esta altura estará a pairar sobre a minha cabeça por estar a misturar cus e prazeres ao mesmo tempo. Eu não me rio com a dilatação do ânus enquanto a matéria fecal atravessa o respectivo canal rectal, nada disso e muito menos na direcção inversa! Eu rio-me sim, mas é com a fonética da palavra e a respectiva conotação badalhoca e cómica da mesma! Nada de confusões my friends…o orifício é de sentido único e não proporciona qualquer tipo de prazer! Será que é mesmo assim? Então para que serve a puta da massagem na próstata que tem levado os homens a orgasmos extremos? Foda-se, isso já é bastante gay para mim, blargh…chega! Epa…cagalhão…oops…cagalhão de novo…hehehehe, não consigo evitar, faz-me rir, digam lá várias vezes cagalhão, é impossível não esboçar sequer um sorriso! Tendo em conta que a conversa finalmente ficou on-topic deixem-me ir tentar finalizar esta merda que já estou com fome, e que tal uma bolachinha shit mix, vai?

Outra coisa que me faz bastante confusão é o facto de toda a gente andar com sacos, saquinhos e sacões. Sejam eles de plástico ou de papel, acho que todos nós já os vimos na mão de alguém! Sejam do Jumbo ou do Minipreço, da Farmácia ou do Talho, da Sapataria ou do Chinês, o saquinho é hoje em dia um acessório quase indispensável. Não que eu ligue propriamente ao conceito de moda mas parece-me um bocado coisa de bimbo, e nem sequer o estou a dizer de uma perspectiva ecológica mas é de facto absurdo. Irrita-me profundamente ver que a evolução da espécie humana e o aproveitamento dos polegares oponíveis serviu para andarmos diariamente a segurar um saco (Darwin deve estar a dar voltas na campa). Usamos as mãos na criação de objectos para nos simplificar o dia-a-dia, e o resultado final é um autêntico retrocesso. Mais uma vez isto leva-me a crer que existe de facto uma conspiração para acabar com a indústria das malas pessoais, mochilas e afins. Para que é que havemos de comprar uma Louis Vitton por 2000 euros se na maioria dos sítios onde vamos nos oferecem uma alternativa gratuita, é claro que existem sítios, nomeadamente supermercados onde nos cobram a módica quantia de 2 cêntimos por cada saquito, mas é este o preço para se estar na moda. Agora uma das questões que me tem intrigado é o porquê da utilização do dito saco. Que conteúdos obscuros se escondem em cada um daqueles saquinhos? Será que são Sacos de Pandora bem protegidos pelos seus donos? Servem apenas para transportar a marmita? Será que estão cheios de papel amachucado e outro tipo de porcarias só para dar a sensação que têm conteúdo e que o respectivo saco transporta um real tesouro? É um fenómeno social? Não sei e talvez nunca venha a saber porque me recuso a aproximar e a tentar descortinar o seu real conteúdo! Uma coisa é certa, de duas mãos disponíveis para criar e tentar ocupar o tempo precioso, que nos dias que correm se revela muito escasso, nós decidimos transportar uma merda de um saco podre com publicidade de uma loja que muito provavelmente já nem sequer existe! Bolas, ninguém se lembra que saco no Brasil significa tomates? Sim, testículos, colhões, vai dar ao mesmo! Se gostam assim tanto do saco então levem-no vocês mulheres de Portugal, não venham pedir o cavalheirismo dos homens porque afinal de contas essa é uma obrigação e/ou prazer vosso. E por aqui me fico, sem nada para fazer, já sei…vou fazer o que sei melhor…coçar o saco!!!!

publicado por AZAGTOTH às 12:41 | comentar | favorito
sinto-me:
música: Avalanch - Papel Roto
10
Mai 09

The Return...

  

Arre porra, chiça merda, pandeireta cagona, peidola javardona, explodes e implodes como se fosses gases vindos da c... Alto lá, mas o que é isto? Poesia parva e ordinária? Nos meus textos?  Não, aqui não! Este, é um já conhecido espaço pela decência e boas maneiras, não quero cá destas coisas. Isto mais parece um cruzamento de música pimba rasca (existe outro tipo?) com anedotas badalhocas que se ouvem nas tascas. Vai de metro Satanás. Mas que maneira de recomeçar, porra, eu sei que já lá vão uns meses em que não fiz qualquer tipo de post mas esta também não me parece ser a melhor maneira de o começar a fazer novamente. Baseando-me no título do meu ultimo post e considerando o tempo que demorei até colocar um novo, podemos dizer que se tratou de uma enorme prisão de ventre. Acho que já tomei a dose necessária de laxante e agora que já tenho uma fraldinha para velhotes devidamente equipada vamos lá começar a cagar…quer dizer…escrever…ou alguma merda assim parecida! Em breve vou colocar a segunda parte do Shit Mix, vai ser mais do mesmo, completamente descabido e sem nexo por isso não criem expectativas muito elevadas quanto à qualidade dos temas.

Agora afastando-me um pouco do tema aproveito para dizer que sem dúvida alguma que esta longa pausa afastado do blog e que coincidiu com uma mudança profissional deram-me tempo para reflectir e conseguir divertir. Consegui reconquistar hábitos que durante algum tempo havia remetido para segundo plano. Mas sem duvida alguma que é mais forte do que eu e lá ando outra vez na roda-viva dos concertos com o belo do copito de cerveja na mão, completamente bêbado a fazer head banging. Recomecei no ano passado com a ida ao Rock n’ Rio para rever Metallica e Machine Head e ao SuperBock SuperRock para rever também os lendários Slayer e Iron Maiden. Escusado será de dizer que rapidamente fui atingido de novo pela sede e adrenalina de outros tempos, e como “old habits die hard”, lá ando eu de novo. Este ano foram os Dew-Scented que me levaram a Mangualde, Kreator no Porto e o Priest Feast aqui em Lisboa. Deslocando-me de novo no tempo, foi no ano passado que recebi com a maior das surpresas a notícia que os Carcass se haviam reunido após um interregno de mais de uma década para tocarem na edição de 2008 do festival alemão Wacken Open Air, escusado será de dizer que estupidamente não fui. Mas agora que se encontram de novo no activo com múltiplos espectáculos por todo o mundo decidi ir vê-los ao Gods Of Metal em Milão, Itália. Esta é uma das bandas que mais definiu a minha personalidade enquanto ouvinte e fiel seguidor de Metal servindo também como uma excelente base para a minha formação musical. Os Carcass são os responsáveis pelo surgimento de um estilo denominado muito apropriadamente de “Grindcore Splatter”. A cada novo álbum lançado conseguiram sempre reinventar-se e demarcarem um estilo único na cena do Metal. Quantas bandas se podem gabar de criarem um estilo? Quantas bandas se podem gabar de ter uma capa desenhada (esculpida) pelo grande génio e de seu nome H.R. Giger? Quantas bandas se podem gabar de ressurgir das cinzas e sem sequer terem um novo álbum no mercado continuarem a encher salas? A banda fala por si e o vídeo seguinte elucida por completo as remanescentes dúvidas que possam eventualmente ter ficado.

Keep On Rotting In The Free World…Hail To The Gods Of Grind!!!

 

 

 

 

publicado por AZAGTOTH às 02:18 | comentar | favorito
sinto-me:
música: Carcass - Heartwork
05
Out 08

Shit Mix - Parte 1

Shit Mix

Eu já tinha prometido a mim mesmo que não voltava a introduzir linguagem obscena e com referências á genitália feminina e masculina nos meus textos. Basta, chega, não tem piada nenhuma. È humor fácil, gratuito e sem qualquer tipo de recompensa humorística (ou o que quer que isso seja)!
Em vez de fazer piadas com caralhadas á mistura, quero tentar ir por uma via mais decente e supostamente mais gratificante. Quero entrar e cair totalmente no ridículo, falar de coisas parvas que me vêm à tola. Humm…eu acho que já fazia tudo isto no passado mas mesmo assim aproveito para marcar uma posição e garanto que vou cumpri-la. Aviso desde já que o texto que se segue não faz sentido absolutamente nenhum e por isso mesmo desde já quero pedir desculpas em adiantado.
Uma das grandes vantagens da idade (senão mesmo a única) é podermos dizer todas as barbaridades que quisermos, quando quisermos e onde quisermos, e no final, ainda sairmos impunes, algumas das quais debaixo de uma saraivada de palmas (vejam bem o caso do George W. Bush, com ele resulta). Estou-me bem a cagar que não gostem, o texto é meu e sou eu que decido o rumo que ele segue (toma toma, nha nha nha nha e chupa chupa). Desta vez o absurdo tomou conta da minha escrita, acabou-se a preocupação com a gramática, com factos, com a realidade politicamente correcta, com os protocolos, com as ditas paneleirices…desta vez vamos ainda mais fundo, vamos ao cerne e ao epicentro daquela que é a actual realidade e semântica Portuguesa. Eu chamei-lhe “Shit Mix” por razões que me parecem óbvias e que mais adiante vou certamente conseguir justificar.
Mas porque raio é que temos a mania que estamos sempre acima de todos? O Português pensa que é sempre o melhor em tudo e que está acima de todos, mas a historia da nossa nação tem provado exactamente o contrário. Não nos podemos continuar a reger pelas conquistas e vitórias passadas, elas aconteceram à séculos porra! Desde então tem sido a decadência total, uma queda vertiginosa que nos transformou num país terceiro mundista. Os nossos antepassados dedicaram um esforço monumental para os descobrimentos e a expansão e nós, os herdeiros, ansiamos por ser descobertos! Está na hora de acordar para a vida e perceber de uma vez por todas que já não somos os grandes conquistadores de outrora. Vamos ver por exemplo o nosso Hino Nacional e tentar perceber a inconsistência do mesmo, a primeira parte é um autêntico devaneio, completamente fantasioso, parece que estamos com uma potente “Trip de LSD” cuja moca nos remete para o passado. Heróis do mar, nobre povo, nação valente, imortal, levantai hoje de novo, o esplendor de Portugal. Já a parte final está muito mais próxima da realidade, vamos lá a ver …Entre as brumas da memória (sim sim memórias, e memórias bem antigas), oh Pátria sente-se a voz (esta voz deve ser resultado do acido atrás mencionado ou então é esquizofrenia paranóide) dos teus egrégios avós (não é bem avós, é mais tipo ancestrais e bem distantes) que hão-de levar-te a vitória (assim de repente não estou a ver qual será a vitoria se nós nem no futebol nos safamos). Ás armas, ás armas (Quais armas? G3 ferrugenta? Em cada 100 balas só 3 atingem o alvo) contra os canhões marchar marchar (ora aqui está uma excelente observação dado que não temos qualquer tipo de armamento e a única solução será marchar). Eu não quero ser mauzinho mas somos uma sombra daquilo que já fomos, já está na hora de acordar para a triste realidade de que não passamos de um povinho presunçoso e pretensioso mas que em termos práticos não faz ponta de um corno. Estamos sempre prontos para tudo e mais alguma coisa e fazemos questão de o mencionar, senão reparem na já habitual expressão que começa grande parte das conversas “Prontos…quer dizer… eu não estava lá, mas prontos, ouvi dizer!” Mas prontos para quê pa? Além de ser uma completa e total mentira está mal dito ou será maldito? Sim! Maldito o dia em que se lembraram de começar a usar essa expressão!
O nosso dia-a-dia está cheio de actos e acções parvas das quais muitas das vezes nem nos damos conta, muitos já o fazem de forma mecânica e nem se apercebem. Já agora porque raio é que quando alguém está a espera do elevador aparece sempre algum idiota e que volta a carregar no botão? E a cada nova pessoa que se junta à espera repete a burrice, será algum ritual bizarro? Será uma espécie de iniciação e aceitação por parte dos demais? Será que me está a falhar algum pormenor e aquilo é uma fonte de prazer? “Tenha um orgasmo enquanto espera pelo elevador”…parece um bom slogan, é pena é não ser verdade! E depois existem os mesmo, mas mesmo mesmo estúpidos que carregam múltiplas vezes em ambos os botões numa ténue mas convicta esperança de que ele reaja ao estímulo e chegue mais depressa…vamos lá a ver se nos entendemos, o facto de carregarem várias vezes não vai fazer com que a merda do elevador chegue mais depressa, muito pelo contrário, quanto muito ainda avariam aquela porcaria e depois toca tudo a ir pelas escadas! Oxalá alguém decida instalar um dispositivo (para efeitos didácticos e recreativos) de ensino com uma descarga eléctrica. Garanto-vos que passava dias a deliciar-me com a estupidez das pessoas que andam de elevador. Eu defendo e apoio totalmente este sistema para castigar a estupidez, um Karma de acção instantânea, aplicado logo ali, mesmo no momento! As coisas não funcionam à bruta e muito menos como nós queremos, temos que ser pacientes, temos que nos adaptar e aprender! Temos que evoluir um pouco mais, o mundo não é só telenovelas e tascas, cartadas no jardim e compras no chinês, ver o Serginho afirmar que não é gay e a confundir o Marques Mendes com um Hobbit! Não...afinal existem muito mais coisas lá fora…espreitem com mais atenção pela janela, limpem a merda de pombo do parapeito, tentem ver através do nevoeiro de poluição e vão ver!
Por exemplo, quando a revista Maria é um Best-Seller em Portugal sabemos que estamos na merda e que literalmente batemos no fundo! O nosso nível de cultura e interesse para a mesma, mede-se imediatamente pelos conteúdos que nos são disponibilizados na televisão, ou seja, diz-me que canais vês e dir-te-ei quem és. Temos canais que se dedicam a autenticas maratonas de 5 a 6 horas de telenovela (pessoal de Guantanamo se acham que isso aí é tortura é porque nunca viram TV em Portugal), isto é uma verdadeira lavagem cerebral e pelo meio somos bombardeados com tanta publicidade que nem sequer temos tempo para gemer. Tentar ver televisão hoje em dia é uma aventura com muitos riscos envolvidos (Idiota Jones e a Ultima Burrada), se não tivermos cuidado na nossa cruzada para encontrar um programa decente podemos eventualmente ficar com lesões cerebrais irreversíveis (Tenham o José Cid como referencia. Chicha, porra merda). Ainda no outro dia estava a ver as noticias e fiquei surpreendido, não fazia a mínima ideia que os blocos noticiosos também conseguiam ter elementos de comédia e sentido de humor! Falo da apresentação do CD do José Castelo Branco, foda-se! O problema nem é ele gravar um CD…o problema é haver pessoas que consideram aquilo musica e que o compram! Hoje em dia basta ser paneleiro e fazer figuras tristes na televisão para gravar um CD? Então em breve o Serginho, o Cláudio Ramos e o Goucha juntam-se e formam uma Gay’s Band. Mas o que é isto? Mas que merda vem a ser esta? Se até um deficiente mental (Zé Cabra) consegue fazer dinheiro com uns grunhidos, que eu só consigo imitar quando estou a cagar, então prepararem-se porque o pior ainda está para chegar! Felizmente este problema não nos afecta só a nós, é uma epidemia de proporções internacionais que até afecta os ditos países desenvolvidos, um laxante auditivo, o verdadeiro “brown noise”. Esta conversa já me está a dar a volta á barriga, por isso vou ali ao w.c. compor uma musica e já volto.

 

publicado por AZAGTOTH às 17:02 | comentar | ver comentários (1) | favorito
sinto-me:
música: Dew-Scented - Turn To Ash
14
Set 08

Velho Queimado Com Pinta De Gay!!

(Video no fundo deste texto)

Quero desde já pedir desculpa pelo longo período no qual não actualizei o blog e também pelo ainda visual rudimentar mas o mesmo ainda se encontra em construção! A simples tarefa de criar um blog abriu caminho para uma nova etapa de aprendizagem, falo da programação e configuração da página. Os meus conhecimentos de CSS até então eram inexistentes mas tenho que confessar que até é um sistema bastante intuitivo e relativamente fácil de pôr em prática. Ainda vou precisar de algum tempo até assimilar tudo mas em breve espero ter o design pretendido porque este é meramente provisório!
Tenho que admitir que o blog acabou por ser um excelente local e uma excelente oportunidade para partilhar algumas das ideias parvas que constantemente me ocorrem! O escrever estes textos é uma forma de manter o ténue equilíbrio entre a minha sanidade mental e a total loucura. Estes primeiros textos que afixei já foram escritos à algum tempo e a pedido de muitas pessoas, (3 para ser mais exacto, mas eu acho que não devo de contar comigo por isso ficamos pelos 2) decidi criar um espaço onde tivessem mais exposição, e que melhor espaço do que os “Blogs do Sapo”! Ena, publicidade gratuita ao Sapo, espero que se lembrem de mim para os destaques, ou então não! Não tenho a mínima presunção de me considerar escritor, nem sequer o título de pseudo escritor me ficaria bem, apenas gosto de escrever as denominadas “parvoíces” e espero que das 10 a 15 pessoas que visitarem este espaço pelo menos uma ache piada e que solte uma gargalhada…pronto…está bem…um sorriso, pode ser? Não peço muito, alias, não peço nada…quanto muito ainda aceito donativos…hum…se calhar vou colocar um link do Paypal algures na página.
Este espaço vai passar a ter actualizações esporádicas que se traduzem em alguns textos que me vai dando na real gana escrever! Aquilo que aqui vai sendo colocado tem apenas o intuito de entreter não devendo ser interpretado a sério ou como ofensivo. Aceito e mostro-me receptivo às vossas opiniões e também às vossas críticas, por isso sintam-se à vontade para comentar, atacar, insultar etc etc…
Aproveito também para agradecer aqueles que perderam alguns minutos a ler, mesmo sabendo à partida que nunca mais vão recuperar esse tempo.
Para me despedir e para vos fazer perder mais dois minutos aqui está um vídeo que fiz recentemente com um velho bêbado e com pinta de gay…não tem muita piada mas eu diverti-me imenso enquanto o fazia.
Até breve….

 

 

publicado por AZAGTOTH às 22:17 | comentar | ver comentários (4) | favorito
sinto-me:
música: In Flames - Sleepless Again
15
Ago 08

Mudanças De Merda!!

 

Pois é, pois é…muda o ano, mudam-se os hábitos e as vontades, mudam-se os preços, tudo muda (à excepção dos ordenados) mas será que muda para melhor? Será que as alterações são sempre nos melhores dos interesses ou existe mais alguma conspiração de fundo que não estamos a conseguir descodificar? Não sei, não sei mesmo, mas desta vez foram longe demais com as mudanças…GRRRRRR…como estou furioso…GRRRRRRR…estou vermelho de raiva, sinto uma força estranha a crescer dentro de mim, tenho que me libertar, tenho que soltar esta estranha sensação e vingar-me desta maldade que me atingiu de uma forma lancinante. Estou prestes a rebentar…é agora…está quase…bolas…eram gases.
Mas enfim, vamos àquilo que realmente interessa e que foi tópico de conversa em quase todos os meios de comunicação social, tascas, transportes públicos e wc’s…sim wc’s…a conversa de merda no seu melhor, e que melhor local do que uma casa de banho pública para se ter conversas de merda? Merda salvo seja, a origem da conversa é que apresenta o problema e não o tema em si. Falo da proibição de fumar e de todas as consequências socioeconómicas que daí advêm e das quais nem sequer me atrevo a dissecar agora (em grande parte devido a desconhecimento). A lei proíbe os tratamentos e a medicação forçada e o raio do fumador tem que ser tratado à força? Já não podemos decidir onde e quando nos podemos matar? Temos que nos esconder nas sombras e apaziguar o vício sem que o comum cidadão nos veja? Seremos assim tão abomináveis que a sociedade nos quer remeter para o esquecimento? Será que a mera presença de um fumador pode ser assim tão contaminante e repulsiva? Em breve vão começar a surgir salas de fumo à imagem das salas de chuto um pouco por todo o país, onde nos poderemos congregar neste hábito badalhoco e doentio que é fumar. Vou fundar os F.A. (fumadores anónimos), vai ser o ponto de partida para a revolução, queremos regressar novamente, sair da penumbra e poder fumar livremente em qualquer lugar. Eu tenho um sonho no qual crianças e idosos fumam despreocupadamente em centros comerciais e restaurantes, dão golfadas de SG Gigante e Cartier e rejubilam de prazer enquanto o fumo se aloja nos pulmões e os químicos se espalham pelo organismo libertando doses monstruosas de Serotonina e Dopamina de uma forma quase orgásmica. Vejo discotecas e bares imersos numa névoa tão densa de nicotina que relembra a mística que envolve o desaparecimento de D. Sebastião, ai ai…como seria bom!?! Admitam lá, era bonito não era?
Eu acredito piamente que sim, e tal como eu também os nossos governantes pensam da mesma maneira (ou pelo menos agem da mesma maneira, sim porque entre pensar e agir vai um abismo descomunal). Apesar de terem aprovado todas estas leis que nos coíbem de fumar, eles mesmos não se regem pelas regras que criaram e aprovaram. Vejam este caso bem recente com o nosso Exº. Sr. Primeiro-ministro Sócrates (A.K.A. Socras) que foi apanhado a fumar no avião e vejam as suas reacções perante a imprensa, reacções essas dignas de um verdadeiro comediante (stand up comedy ao seu melhor nível, Seinfeld acabaste de ser substituído). Nem sequer quero continuar a aprofundar este tema, hei-de dedicar um texto só para politiquices muito brevemente.
Mas já que se fala de mudanças, uma das melhores está para chegar muito em breve e que se chama “Acordo Ortográfico”…primeiro que tudo eu não acordei nem concordei com nada, estou muito bem assim, e quanto à parte do “Ortográfico”, bem…esse dá pano para mangas como se costuma dizer na gíria popular. A língua é Portuguesa, nós falamos Português, ou pelo menos vamos tentando. Mas quer se fale bem ou mal, é da nossa língua que se trata e nós gostamos dela assim como está, ponto final parágrafo. Merda, esqueci-me de mudar de linha! Enquanto bons e preocupados Portugueses que somos (cof cof, engasguei-me, vá-se lá saber porquê) sempre vamos tendo acesso a literatura e manuais especializados nos quais a Língua de Camões aparece no seu pleno, e em última análise temos o sempre bom e fiel dicionário onde podemos consultar e descobrir palavras desta nossa tão bela e romântica língua (ex: ditongo, pústula, monotongação, fricativa etc etc). Depois temos subdivisões da língua que fundámos, nomeadamente o Português do Brasil que tem uma dialéctica completamente diferente da nossa e que a meu ver está cheia de erros “ortográficos” (ex: amídala (em vez de amígdala); arimética (em vez de aritmética); indenização (em vez de indemnização); fato (em vez de facto; úmido (em vez de húmido); Netuno (em vez de Neptuno); cociente(em vez de quociente), cotidiano (em vez de quotidiano), cota (em vez de quota), súdito (em vez de súbdito), sutil (em vez de subtil). Desde já quero pedir desculpas em adiantado mas tem mesmo que ser…FODA-SE, MAS O QUE É ISTO? Estaremos nós condenados a deixar de ouvir as já típicas bordoadas e calinadas “À La Portuguesa” para as substituir por outras de um outro país e ainda por cima de forma oficial? Passamos de ocasionalmente meter a pata na poça para nos afundarmos num oceano de incongruências linguísticas. Em vez de mantermos uma das poucas coisas que ainda nos diferencia dos demais e que nos identifica enquanto nação, e tentarmos sim, rectificar aquilo que é falado e escrito de forma errada há muito tempo, alguém decidiu fazer exactamente o oposto. Vamos absorver toda a cultura e terminologia Brasileira de uma forma quase grotesca (imaginem um supositório do tamanho de um extintor…já está? Agora imaginem-no a entrar pelo cu acima), esqueçam o mundo como ele é, deitem fora as vossas obras literárias, porque já se encontram obsoletas, aprendam a falar e a escrever novamente, cultivem-se porra! Enquanto escrevo este texto já me sinto um completo iletrado, um inculto…este texto provavelmente estará cheio de erros…desculpem-me mas a culpa não é minha…é dos fundadores da Pátria, do sistema de ensino, atrevo-me mesmo a acusar Camões e Fernando Pessoa. Já estou a ficar velho para recomeçar esta nova etapa de aprendizagem, não consigo mesmo. Estou condenado a cometer estas atrocidades linguísticas para sempre…Me desculpem, viu?

 

08
Ago 08

Para Que Serve Um Jeová?

Será que alguém me consegue explicar o que é um Jeová? E se sim para que serve? Eu confesso que é um tema que me faz alguma confusão e sobre o qual me debrucei, mas debrucei tanto (e inevitavelmente bati com os cornos no monitor) que subitamente fui atingido por uma Epifania (palavra cara para dor de cabeça, devendo-se a mesma do impacto da minha cabeça com o monitor), e Eureka....cheguei à conclusão que não serve para nada, rigorosamente nada! Eu passo a explicar que caminhos sinuosos e tortuosos eu tive que percorrer para chegar a tão brilhante conclusão. No meu trajecto habitual para o trabalho, cruzo-me com as ditas “Testemunhas de Jeová” (não sei ao certo o que é que eles testemunharam mas enfim, são pormenores) todos os dias e sou vitima das investidas obstinadas para me converterem ao rebanho, grupo, bando, seita....não sei bem ao certo o que é mas parece-me qualquer coisa do género porque andam sempre vários a rondar uma única presa e parecem-me minimamente organizados nas investidas que fazem. O que obviamente me levou a colocar varias questões acerca da sua utilidade para a Humanidade. Desde logo denotei uma diferença dos demais grupos religiosos e que se manifestava pelo nome de “Jeová” (mais uma bela oportunidade de fazer trocadilhos com a palavra Jeová e não volte...quer dizer...Jeová-se foder...ou então ainda o clássico; os Jeovás são como os colhões, batem batem nas nunca entram …peço imensa desculpa por esta tentativa de humor fácil, barato e ordinário, por isso é melhor prosseguirmos). Senti-me inclinado a pensar que Jeová era um cool name, uma espécie de nick, uma alcunha para definir um estilo de vida. Da mesma forma que quem ouve Metal é um Metaleiro ou um Heavy, e uma pessoa que gosta e anda de mota é um Motard ou Motoqueiro, assim pensei eu, ao achar que um Jeová era uma pessoa que curte Deus. Como eu estava completamente errado...um Jeová é uma raça à parte e aparentemente em vias de extinção. Digo em vias de extinção porque a face visível desta organização religiosa que deambula pelas ruas se encontra envelhecida e não vejo “novos” recrutas a ingressar nas fileiras, e a apetrecharem-se para o combate supremo do Bem contra o Mal. Todos os “Jeovás” que vejo são uma mistura de  Múmias todas enrugadas (tão a ver a Lili Caneças em fato de banho? Não é assim tão mau, mas anda lá perto) e Zombies que se arrastam na nossa direcção balbuciando e acenando com estranhos papéis contaminados de pseudo informações religiosas. Mas que raio de papéis são aqueles? Será que alguém os aceita e realmente os lê? Ou será que ainda são os mesmos que foram impressos durante a Segunda Guerra Mundial numa frustrada tentativa de angariar almas que se encontravam mais susceptíveis pela sensação de que aquela guerra era sinal do dia do juízo final, a chegada do Anticristo (eu só nasci em 1977 por isso tirem as vossas próprias conclusões) para nos abraçar e levar para as profundezas do inferno. Um Jeová mais parece uma subespécie de cauteleiro que vende religião, do que propriamente missionários de Deus a espalhar a palavra. Será que ao aceitarmos um daqueles papéis teremos a derradeira e divina oportunidade de umas férias celestiais após a nossa breve existência terrena? Ou será que é ainda mais obscuro e funciona de forma idêntica às já extintas “indulgências”, um contemporâneo Time Sharing no qual nos cobram o perdão, a absolvição e o respectivo bilhete para o céu? Serão então os Jeovás consultores imobiliários dos céus e para os céus? E já agora, qual é a cena do sexo só à quinta-feira? Durante os outros dias é pecado mas chega a quinta e transformam-se em Pornstars e vão para a rambóia onde tudo é permitido e tolerado? Será por isso que os crucifixos têm uma forma fálica? Já começo a perceber a cena das beatas que querem ir para o céu e o que as ajuda a lá chegar. Será que também existem com função vibratória? Eu peço imensa desculpa se feri susceptibilidades e por me ter afastado do tema original, mas tinha que desabafar! Mas vendo bem, as tácticas de recruta e de assédio estão a mudar, ponham-se a pau se não querem ser caçados, ponham já um bife cru na tola e cubram a cabeça com papel de alumínio, saiam de casa com os vossos pentagramas e blasfemem até que a voz vos doa porque o perigo espreita. Cada vez se mostram mais organizados e aproveitam-se de pobres indivíduos que acabaram de acordar e cujas capacidades cognitivas ainda estão nas lonas. Sim...logo pela manhã, é verdade, e todos nós sabemos que até recuperarmos o pleno das nossas faculdades mentais e acordarmos desta anestesia mais conhecida como “moca de sono” ainda leva um bocado de tempo (vá lá...já todos passamos por isso ao acordar).Quem é que nunca acabou de acordar e estando ainda totalmente atordoado foi mijar à janela enquanto tentava lavar os dentes com o piaçá, ou quem é que nunca teve conversas de 10 minutos com o espelho convencidos de que outra pessoa se tratava? Ninguém???? Pois...hum...quer dizer…a mim também não...certamente existe alguém a quem essas coisas acontecem! E é nestas alturas que nos tentam fazer a lavagem cerebral e puxar-nos para o “Darkside”. A conclusão final só pode ser uma, é que os Jeovás apesar de servirem (?) de intermediários entre nós e as entidades espirituais superiores, e funcionarem também como angariadores não têm qualquer utilidade prática nas ditas lides religiosas. A não ser que decidam ter (ou que já exista) assistência técnica ou suporte. Uma linha dedicada para nos dar apoio espiritual e resolver as dificuldades diárias relacionadas com os contactos com Deus, do tipo…olhe lá, eu não estou a conseguir falar com deus, deve de haver qualquer problema com a minha ligação…ao que o operador responde…Aguarde que eu vou transferir para a área técnica de forma a podermos desde já solucionar o seu problema. Enquanto aguarda reze um Pai Nosso e uma Avé Maria para lhe podermos fazer um exorcismo remoto. Se assim for então é absurdo e não faz sentido nenhum. A religião não deve ser baseada em idolatria e deveria de ser totalmente desprovida de locais de culto bem como de ofertas e ganhos materiais! É tudo uma questão de fé, uma treta espiritual se assim lhe quiserem chamar, por isso não sejam parvos e não gastem as vossas poupanças num investimento do qual ninguém tem garantias nem provas de que se irá concretizar. Se acham esta informação que vos prestei minimamente útil façam um donativo na minha conta Paypal.